Eu-lírico à mostra

Palavras escondidas do peito, expostas, a mostra, sem volta

Month: August, 2014

Corro.

Menina, eu tô correndo.
Desde o instante em que vi teus olhos nos meus e senti eles brilhando pela tua beleza natural de ser.
No exato momento em que não sabia pra onde ir a não ser que teus pés fossem comigo, eu fugi.
Pra qualquer lugar que não me levasse ao caminho do (teu) amor.
É medo. É fuga. É perigo.
É a certeza que esse caminho é incerto demais pra esse coração sólido, mas que cansado da solidão, corre.

Corre direto pros teus (a)braços.

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Sobre o que lembra o amor.

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Entrei no meu refúgio. Banho quente. Como diria Sylvia Plath, existem poucas coisas que um banho quente não cure.
Saí fervendo. E pensei no amor. Talvez porque o amor aqueça todo seu redor. E eu lembrei de você. Do teu calor. Que derretia minha frieza, e que me fez sentir de novo um coração que arde.
Mas assim que sai de lá e da tua lembrança, senti os pingos frios que escorriam pelos cabelos tocar minha pele. E eu pensei no quanto era ruim sair do calor e sentir o frio.
Não era nada que me esfriasse por inteira, mas querendo ou não, era um choque, algo que eu não queria sentir.
Aquelas gotas frias que insistiam em cair em mim, eram feito tuas ações frias, que não me faziam parar de te amar, mas era algo que eu não queria sentir porque não eram quentes como o lugar que eu estava. Não era quente como o amor que eu sentia. Não era.
Tudo me dizia que o que pensava era como eu não quis sair do calor dos teus braços e sentir a frieza do mundo. Foi meio assim.. Como nosso amor. Ou a falta dele.